Mestrado, Doutorado, Livre Docência

1987 – 1994    A HERANÇA DA PAISAGEM (Mestrado)
Euler Sandeville Jr.. Orientadora Miranda Martinelli Magnoli.

Descrição: O trabalho divide-se em três partes, compreendendo a paisagem como um espaço comum e coletivo e como uma possibilidade de experiência estética e sensível, discutindo a paisagem e o projeto como campos culturais e históricos (herança) e formas alternativas de intervir nas paisagens. A primeira parte procura compreender o campo histórico do projeto da paisagem, internacional e no Brasil, procurando situar algumas referências, em especial as modernas. O segundo módulo procura compreender alguns processos da arquitetura como projeto urbano, verificando impasses, atrelamentos, processos e valores na transformação do espaço público através de um projeto modernizante, acompanhando para esse fim em uma perspectiva histórica as transformações da Praça da Sé até as reformas do Metrô, a implantação do complexo Estação Barra Funda – Memorial, e o Parque do Tietê proposto por Niemeyer nos anos 1980. A terceira parte estabelece um contraponto a essas visões de cidade e de projeto, , geralmente entendido como objeto isolado e modernizante, propondo como alternativa processos de gestão que procurem compreender a vida dos lugares e estabelecer processos integrados e participativos de gestão.

1994 – 1999    AS SOMBRAS DA FLORESTA. VEGETAÇÃO, PAISAGEM E CULTURA NO BRASIL
Euler Sandeville Jr.. Orientadora Miranda Martinelli Magnoli.

Descrição: Este trabalho é um estudo sobre as relações entre identidade nacional e a paisagem tropical, investigando a natureza enquanto uma dimensão da cultura. Como foco principal dessa discussão adotamos um dos elementos mais notáveis e atrativos na percepção e representação de nossas paisagens, a vegetação tropical, sobretudo como tem comparecido nos textos de viajantes e de eruditos da cultura nacional enquanto elemento de identificação de nossa especificidade enquanto nação. Investigamos ainda sua apropriação em projetos de paisagismo e de qualificação do ambiente urbano. Estudar a vegetação brasileira é explorar os significados ambientais e simbólicos, estéticos e científicos, implicados na dramática e contraditória construção da paisagem tropical brasileira até o início do século 21. A valoração e apropriação da vegetação, sua preservação, seu conhecimento e seu emprego em ambientes rurais ou urbanos, ocorrem no quadro de projetos culturais que são históricos e portanto ideológicos. Seja no “jardim”, seja no “ambiente”, com frequência e de longa data, a vegetação tornou-se um dos mais fortes símbolos de identidade, possibilitando-nos colocar em questão em que consiste essa identidade, como foi construída, como está sendo pensada hoje.

2001 PAISAGENS PARTILHADAS. TESE DE LIVRE DOCÊNCIA
Euler Sandeville Jr.

Descrição: A Tese desenvolve formas de aprender na e com a cidade, na paisagem, vivenciando coletiva e colaborativamente suas possibilidades, esperanças, dramas, contradições. O ideário propositivo foi pensado como uma Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento. Tenho como diretriz que estabelecer processos experimentais, reconhecendo trajetividades dessas e outras condições, fundando-se em princípios e valores conscientemente partilhados, poderá estabelecer conjuntamente a potência da ação coletiva e criativa e uma renovação experimental da prática acadêmica e dos horizontes da universidade pública. A proposta objetiva estabelecer processos de aprendizagem e pesquisa contínua e não linear na construção de um conhecimento livre e sensível, voltado para o ideal de um mundo livre e em paz. Propõe que o pensamento não se despregue de uma ação criativa e crítica que seja ativa e solidária, afetiva, em uma relação experimental com processos naturais e com as contradições sociais de produção e transformação do espaço humano. Essa proposição alimenta um programa de ensino-pesquisa como aprendizado em ação, envolvendo uma rica experiência existencial e intelectiva na paisagem. Tem como pressuposto que a experiência é indissociável de um processo complexo e crítico de aprendizagem, no qual o sensível e o cognitivo se encontram, tornando-a essencial tanto à interpretação da paisagem quanto à formação do arquiteto e urbanista. Esses capítulos são um texto em contínua construção, gerando diversas espirais que se tocam e afastam no espaço, na memória, em ação.